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O que você precisa saber sobre endoscopia digestiva

24.03.11

Endoscopia digestiva alta (também conhecida como gastroscopia, endoscopia gastrointestinal alta, esofagogastroduodenoscopia (EGD) ou panendoscopia) palavra derivada do latim que significa olhar (scopia) por dentro (endo), permitindo o exame detalhado do revestimento interno da porção superior do trato gastrointestinal, isto é, o esôfago (estrutura que liga a boca ao estômago), estômago e duodeno (primeira porção do intestino delgado), usando um aparelho, o endoscópio, composto por fino tubo flexível que possui lentes, circuitos eletrônicos e luz própria. Atualmente, o exame endoscópico é insubstituível, por ser o único que permite a coleta de material (biópsias) para confirmação do diagnóstico e, se necessário, a realização do tratamento endoscópico.

Porque a esofagogastroduodenoscopia é realizada?

São várias as indicações da endoscopia digestiva alta: dor abdominal a esclarecer, sangramento digestivo, dificuldade e dor à deglutição, diagnóstico e acompanhamento da úlcera gastro duodenal, diagnóstico das esofagites, acompanhamento dos pacientes com hérnia de hiato, acompanhamento do esôfago de Barrett, avaliação pós-cirúrgica da doença de refluxo, biópsias para pesquisa do Helicobacter pylori, retirada de pólipos, esclerose de varizes esofagianas, ligadura de varizes esofagianas, retirada de corpos estranhos, dilatações de estenoses do esôfago, dilatação de acalásia do cárdia, acompanhamento dos pacientes operados do trato digestivo alto, passagem de sondas enterais e nasogástricas, dentre outras.

A endoscopia alta é mais precisa que o exame radiológico para detectar inflamações, úlceras ou tumores (benignos ou malignos) do esôfago, estômago e duodeno. Ela pode detectar um câncer em fase inicial e também fazer a distinção entre uma condição benigna de uma maligna (câncer), através de biópsias (pequenas amostras do tecido) de áreas suspeitas. É importante lembrar que as biópsias são praticadas por vários motivos e não necessariamente quando se suspeita de câncer, por exemplo, na pesquisa do Helicobacter pylori que é um tipo de bactéria que está muito relacionada com a recidiva de úlceras dentre outras patologias.

Este exame serve também para tratar algumas doenças do trato gastrointestinal superior. Instrumentos podem ser introduzidos pelo endoscópio, permitindo o tratamento direto de lesões do aparelho digestivo, com pouco ou nenhum desconforto para o paciente, por exemplo: dilatação de áreas estreitadas, remoção de pólipos (geralmente crescimento benigno da mucosa), de objetos deglutidos ou tratamento do sangramento digestivo alto. O controle seguro e efetivo do sangramento têm reduzido a necessidade de transfusões e de cirurgia em muitos pacientes.

Preparo

Qual o preparo necessário para o exame endoscópico alto?

Para um exame seguro e fidedigno, é necessário que se faça jejum de 12 horas.

É importante informar ao seu médico sobre medicamentos em uso, alergias a medicamentos, doenças pulmonares e ou cardíacas.

Com a finalidade de causar o menor desconforto possível ao paciente, é preconizado o uso de sedação geralmente endovenosa e, portanto, é imprescindível que a pessoa que irá ser submetida ao exame endoscópico esteja acompanhada por um adulto, porque os sedativos podem causar distúrbios de consciência e diminuição dos reflexos pelo resto do dia. Não será permitido dirigir após o exame, e não se devem realizar atividades que requeiram atenção ou coordenação.

O que você pode esperar do exame?

O médico (endoscopista) provavelmente o interrogará sobre o(s) motivo(s) da realização da endoscopia, se há outros exames e as possíveis complicações deste procedimento serão expostas de forma sucinta. A rotina pode variar entre os médicos, mas a sua garganta será anestesiada com um spray e poderá ser aplicada uma medicação (sedação) por via endovenosa para fazer com que você relaxe durante o exame. Enquanto estiver deitado sobre o seu ombro esquerdo, o endoscópio será passado através da sua boca e a seguir, do esôfago, estômago e duodeno. O aparelho não interfere na respiração durante o exame. Muitos pacientes consideram o exame algo desconfortável e muitos adormecem durante o procedimento.

O que acontece após o exame?

Após o exame lhe será dado atenção em local apropriado (sala de repouso) até que todos os efeitos da medicação tenham passado. A sua dieta será liberada, a não ser que lhe sejam dadas outras orientações. Geralmente o médico lhe informará sobre o resultado do exame, logo após a sua realização. Entretanto caso haja biópsias, o resultado só estará disponível após alguns dias.

Complicações

Quais as possíveis complicações da Endoscopia?

O exame geralmente é seguro, principalmente se for realizado por profissional qualificado.Podem ocorrer complicações, mas estas são raras quando a endoscopia é realizada por médico experiente. Pode ocorrer sangramento após uma biópsia ou remoção de um pólipo. Este é mínimo e raramente não há necessidade de internação, transfusões sangüíneas ou cirurgia. Pode ocorrer irritação no local (em alguns casos inflamação do vaso) onde foi aplicada a medicação venosa, mas essa logo estará resolvida. A aplicação de compressas mornas aliviará os sintomas. Outros riscos incluem reação aos sedativos e complicações cardíacas ou pulmonares. Complicações maiores como perfuração, são muito raras. É importante que você reconheça os sinais de qualquer possível complicação. Caso tenha febre, dificuldade para engolir, aumento de volume do pescoço, tórax ou dor abdominal, informe ao seu médico imediatamente.